Sempre gostei de acrobacias. Fiz ginástica olímpica por uns 2 anos e depois cresci. Por mais que eu reprimisse essa vontade, as vezes eu não me segurava e acabava fazendo alguma piruteta, o que acabava em dor nas costas. Há um mês eu voltei com esse amor, mas de forma diferente. Entrei em uma aula de trapézio. O que eu não contava era o meu medo absurdo de ficar de cabeça para baixo. Com o perdão da palavra, dá um cagaço enorme ficar pendurada apenas pelos joelhos. Parece que a qualquer momento irei me desprender lá de cima. Ainda bem que meu professor, o Bolinha, tem a maior paciência do mundo e não cansa de falar para mim 'o medo está na sua cabeça, você não tem como cair'.
4 aulas se passaram, fazendo acrobacias com medo, até que decidi ir para aula disposta a esquecer o medo. O pior que poderia acontecer era eu cair, e não seria tão ruim já que tem um colchão enorme embaixo. Respirei fundo e fui. Não cai. Fiz outras acrobacias mais difíceis. Ainda estava com medo, mas o importante foi que eu não deixei de fazer nada por ele. E por mais boba que pareça ter sido a situação, resolvi parar e pensar sobre isso na minha vida. Parar de deixar de fazer as coisas por medo. Vou fazer, me arriscar. Se eu tivesse deixado o medo me dominar, não teria feito uma das acrobacias mais divertidas. Quem sabe o que está me esperando por de trás de todo esse medo? Hora de descobrir.
Essa sou eu fazendo algumas acrobacias (e me divertindo, como dá para ver)

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